Gestão do desenvolvimento de negócios em nível tático: a força dos sistemas gerenciais em momentos de crise.

02/04/15

Momentos de crise normalmente geram paralisia e incertezas a respeito dos rumos da organização. Comumente algumas questões se colocam na prática diária das empresas durante esses momentos: Nossa estratégia é factível? Devemos revê-la? Como agir diante do cenário?

A cegueira imposta pela crise emerge quando a empresa tenta (em vão) realizar questionamentos e revisões profundas da estratégia ou quando simplesmente decide-se manter um rumo pré-definido sem qualquer planejamento para o momento específico.

A tentativa de revisão profunda da estratégia organizacional em um momento de crise esbarra principalmente na dificuldade de previsibilidade, que culmina na descrença em relação às oportunidades e na exacerbação de fraquezas. Quase sempre o resultado final desses movimentos é o desgaste generalizado entre os diferentes setores da organização (cada qual responsabilizando as fraquezas de outros pelos insucessos no mercado) e a paralisia total da empresa frente a um futuro obscuro e perigoso que ninguém sabe ao certo desenhar.

Por outro lado, colocar “viseiras” nos olhos e simplesmente seguir fiel a uma definição estratégica pré-formatada, e muitas vezes desconexa com a realidade de curto prazo, também provoca paralisia. Neste caso, a empresa deixa de responder às demandas internas e do mercado, o que invariavelmente acarreta em perda de valor financeiro, de share de mercado e de imagem.

Para lidar com esse momento e evitar as cegueiras aqui apontadas, a empresa deve aplicar métodos de gestão do desenvolvimento de seu negócio no nível tático – o GDN Tático – a partir da aplicação do ciclo em quatro fases (já descrito nesta coluna) de (I) investigação do cenário, (II) definição de portfólio, (III) estruturação de ambiente e (IV) gestão de iniciativas.

No caso do GDN Tático voltado para a crise, alguns imperativos se impõem ao giro do ciclo: mapeie com maior frequência o ambiente, racionalize o uso de recursos existentes, enfatize a melhoria de desempenho de produtos em mercados atuais, corte o excesso, simplifique o portfólio de iniciativas, evite soluções complexas, decida rápido e aja mais rápido ainda.

O giro do ciclo de quatro etapas do GDN Tático é a alternativa ideal para a clareza dos passos a serem seguidos no curto prazo, sem a necessidade de revisões profundas da estratégia e com a manutenção do ritmo de evolução do negócio (mesmo que em menor intensidade), garantindo assim a geração (ou manutenção) de resultado em um momento no qual a sobrevivência fala mais alto.

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