Movimentos de mercado e momento empresarial: é tempo de descontinuar, sobreviver ou prosperar?

03/02/15

A história recente da humanidade, especificamente do século XVIII para cá, tem demonstrado que o ambiente econômico global evolui em ondas, com momentos de descoberta, euforia, desaceleração e crise. Alguns estudiosos ousaram criar modelos que explicassem o fenômeno de associação entre movimentos econômicos e descobertas tecnológicas.

A associação entre ciclos de inovação tecnológica e cenários do mercado fica muito clara na parte superior da figura abaixo, em que as grandes eras econômicas (agrícola, industrial e informacional) parecem ser caracterizadas, ou induzidas, pelas grandes inovações, como mecanização, vapor, eletricidade, complexos industriais e informática.

Da mesma forma, a alteração do cenário de mercado acarreta diversas outras mudanças na sociedade, inclusive na forma que gerenciamos as empresas. No decorrer dos últimos 150 anos, foram várias as teorias de sistemas gerenciais e estratégias organizacionais formuladas pelas mais importantes escolas de administração e economia contemporâneas.

A associação entre cenários do mercado e ciclos de inovação na gestão fica evidente na parte inferior da figura acima, em que as grandes eras econômicas parecem refletir sobre as grandes inovações na gestão, como produção em massa, eficiência, qualidade, competitividade e, por sugestão autoral, sustentabilidade.

Ao que parece, estamos vivendo um período de transição de cenários de mercado, migrando do período de globalização para outro de racionalização de recursos. Na era da tecnologia da informação e comunicação, iremos conviver com a dualidade entre consumo infinito de informação e consumo restritivo de recursos naturais.

O cenário mercadológico emergente vem influenciando de sobremaneira a gestão das organizações. A qualidade das reflexões estratégicas organizacionais e a velocidade das revisões dos sistemas gerenciais, à luz do ciclo da sustentabilidade, serão os fatores distintivos entre descontinuidade, sobrevivência e prosperidade das organizações (não) empresariais.

Nesse âmbito de reflexão, pode-se chegar à conclusão de que a cegueira da maioria das organizações brasileiras impede que essa discussão seja tratada com a seriedade que merece, obstruindo enxergar não somente as ameaças a sua sobrevivência, mas também as inúmeras oportunidades de empreendimento que emergem diante dessa nova filosofia.

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