Movimentos de mercado e momento empresarial (parte II): que caminho escolher para sobreviver e prosperar?

02/04/15

Na edição 22.811, do dia 03 de fevereiro de 2015, expusemos, nesse espaço, a primeira parte deste artigo. Na ocasião, colocamos que a prosperidade das organizações está intimamente relacionada com a qualidade de suas reflexões estratégicas e a velocidade das revisões dos sistemas gerenciais, à luz das mudanças sociais, muito influenciadas pelas inovações tecnológicas. Também descrevemos os ciclos de inovação na gestão como respostas das organizações às mudanças da sociedade, e sinalizamos que vivenciaremos, cada vez mais, a era da sustentabilidade em substituição à era da competitividade.

Por outro lado, como espectadores das transformações globais, estamos vivenciando um ambiente de negócios local turbulento. Incerteza, pessimismo e descrédito são palavras comuns em nosso cotidiano empresarial, fruto do ecossistema político-econômico-social que estamos inseridos.

Os líderes empresariais vivem uma dualidade: “ir para o ataque”, e preparar a organização para aproveitar as novas oportunidades globais, ou “fechar na retranca”, não negligenciando o momento Brasil, com todas as dificuldades ora apresentadas.

Essa dualidade, em maior ou menor grau, tem exigido dos empreendedores e executivos das empresas brasileiras, independente de porte e segmento, orquestrar esforços em ao menos duas coordenadas (temporal – presente versus futuro e ambiental – local versus global).

Na figura abaixo nota-se os quadrantes formados por esses dois eixos, e também descreve as características dos ambientes de tática local e global e estratégia local e global.

 

É indispensável avaliar-se com o olhar no presente.

Reconhecer se a organização já possui ferramental adequado para competir no ambiente desejado, é o primeiro passo. Do contrário, devem-se conduzir iniciativas pragmáticas e ágeis que vão ao encontro das regras de jogo de cada ambiente (quadrantes à esquerda, da figura anterior).

Redefinir o projeto empresarial, com o olhar no futuro, é prudente.

A transformação global, especialmente dos países de maior capital intelectual, é acelerada, e tende a distanciá-los ainda mais do Brasil pós-crise. Definir em qual mercado a empresa irá competir e conduzir iniciativas estruturadoras que habilitem a organização frente às condicionantes do mercado futuro (quadrantes à esquerda, da figura anterior), parece inevitável.

A não compreensão do ambiente de negócios do presente, resultado do apego à prosperidade do passado recente, obstrui a visão corporativa e pode ameaçar a operação de muitas organizações. Não enxergar além da névoa e perder a oportunidade de se preparar adequadamente para o futuro próximo, é optar por não restaurar a visão corporativa enquanto há tempo.

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